Você faz dieta.
Tenta comer menos.
Já cortou pão, açúcar, refrigerante e até fez jejum.
Mas a balança continua parada.
Se essa situação parece familiar, saiba que você não está sozinho.
Uma das maiores frustrações no consultório é ouvir:
"Doutora, eu faço tudo certo e não consigo emagrecer."
A verdade é que emagrecer não depende apenas de força de vontade.
Existem diversos fatores hormonais, metabólicos, intestinais e comportamentais que podem dificultar a perda de peso, mesmo quando a pessoa está tentando se alimentar melhor.
Durante muitos anos acreditou-se que bastava consumir menos calorias do que se gasta.
Embora isso tenha importância, a realidade é muito mais complexa.
O organismo possui mecanismos de defesa que podem reduzir o metabolismo e aumentar a fome quando percebe uma redução importante na ingestão alimentar.
Por isso duas pessoas podem fazer exatamente a mesma dieta e obter resultados completamente diferentes.
A resistência à insulina é uma das causas mais comuns de dificuldade para emagrecer.
Quando os níveis de insulina permanecem elevados por longos períodos, o organismo tende a:
Armazenar mais gordura;
Queimar menos gordura;
Sentir mais fome;
Aumentar o desejo por doces e carboidratos.
Muitas vezes a pessoa está fazendo dieta, mas o metabolismo continua favorecendo o ganho de peso.
Os hormônios exercem papel fundamental no controle do peso corporal.
Problemas envolvendo:
Tireoide;
Menopausa;
Perimenopausa (Climatério);
Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP);
Testosterona baixa;
Cortisol elevado;
podem dificultar significativamente o emagrecimento.
Por isso a investigação hormonal faz parte de uma avaliação completa.
Muitas pessoas passam anos fazendo dietas restritivas.
Como consequência, perdem massa muscular.
O problema é que os músculos são grandes consumidores de energia.
Quanto menos massa muscular você possui, menor tende a ser seu gasto calórico diário.
Isso faz com que o emagrecimento fique cada vez mais difícil ao longo dos anos.
Dormir pouco ou dormir mal afeta diretamente os hormônios relacionados à fome e à saciedade.
A privação de sono pode aumentar:
Fome;
Compulsão alimentar;
Desejo por carboidratos;
Resistência à insulina;
Acúmulo de gordura abdominal.
Muitas vezes melhorar o sono faz parte do tratamento do emagrecimento.
O excesso de estresse pode elevar os níveis de cortisol.
Quando isso acontece, algumas pessoas apresentam:
Aumento da fome;
Maior compulsão alimentar;
Acúmulo de gordura abdominal;
Dificuldade para perder peso.
O controle do estresse também faz parte da saúde metabólica.
O intestino influencia muito mais do que a digestão.
Hoje sabemos que alterações da microbiota intestinal podem estar relacionadas a:
Inflamação;
Resistência à insulina;
Ganho de peso;
Distensão abdominal;
Compulsão alimentar.
Por isso a saúde intestinal é um dos pilares da Medicina Integrativa.
Parece contraditório, mas algumas pessoas não emagrecem justamente porque fazem dieta demais.
Dietas extremamente restritivas podem causar:
Redução do metabolismo;
Perda de massa muscular;
Maior compulsão alimentar;
Efeito sanfona.
O objetivo não deve ser comer o mínimo possível.
O objetivo é criar uma estratégia alimentar sustentável.
Cada organismo possui características únicas.
Fatores que influenciam incluem:
Genética;
Hormônios;
Idade;
Massa muscular;
Qualidade do sono;
Saúde intestinal;
Resistência à insulina;
Histórico de dietas anteriores;
Nível de atividade física.
Por isso copiar a dieta de outra pessoa raramente funciona.
Na Medicina Integrativa, não olhamos apenas para a balança.
Buscamos entender por que o organismo está resistindo à perda de peso.
A investigação pode incluir:
Resistência à insulina;
Alterações hormonais;
Deficiências vitamínicas;
Saúde intestinal;
Inflamação crônica;
Composição corporal;
Hábitos de vida;
Qualidade do sono.
Muitas vezes o excesso de peso é apenas a consequência de um problema maior.
Quando tratamos a causa, os resultados tendem a ser mais consistentes.
Medicamentos como:
Mounjaro® (tirzepatida);
Wegovy®;
Ozempic®;
Saxenda®;
podem ser ferramentas importantes para alguns pacientes.
Essas medicações ajudam a:
Reduzir a fome;
Aumentar a saciedade;
Melhorar o controle glicêmico;
Auxiliar na perda de peso.
Mas elas não substituem o tratamento da causa do problema.
O melhor resultado acontece quando a medicação é associada a uma estratégia completa de saúde metabólica.
Essa é uma das descobertas mais importantes para muitos pacientes.
Nem sempre o excesso de peso acontece porque a pessoa está fazendo algo errado.
Às vezes existe:
Resistência à insulina;
Alteração hormonal;
Distúrbio do sono;
Inflamação;
Problemas intestinais;
Predisposição genética.
Por isso a culpa raramente resolve o problema.
A investigação correta sim.
Você deve considerar uma avaliação se:
✅ Faz dieta e não emagrece
✅ Emagrece e recupera o peso rapidamente
✅ Tem muita fome mesmo tentando controlar a alimentação
✅ Possui gordura abdominal persistente
✅ Tem resistência à insulina
✅ Possui SOP
✅ Está na menopausa e ganhou peso
✅ Tem gordura no fígado
✅ Já tentou diversas dietas sem sucesso
A Dra. Thais Maltempi realiza uma investigação completa dos fatores hormonais, metabólicos, intestinais e nutricionais que podem estar dificultando o emagrecimento.
O objetivo não é apenas fazer você perder peso.
O objetivo é descobrir por que você não está conseguindo emagrecer e criar uma estratégia personalizada para recuperar sua saúde e alcançar resultados duradouros.
Existem diversas causas possíveis, incluindo resistência à insulina, alterações hormonais, sono inadequado, estresse, perda de massa muscular ou problemas intestinais.
Uma avaliação médica completa ajuda a identificar a causa.
Sim. A resistência à insulina favorece o armazenamento de gordura e dificulta a utilização da gordura corporal como fonte de energia.
Sim. A queda hormonal pode reduzir o metabolismo, aumentar a gordura abdominal e favorecer a perda de massa muscular.
Sim. A esteatose hepática possui forte relação com resistência à insulina e alterações metabólicas que podem impactar o emagrecimento.
Sintomas como ganho de peso inexplicado, fadiga, queda de cabelo, alterações menstruais, baixa libido e dificuldade persistente para emagrecer podem justificar uma investigação hormonal.
A Dra. Thais Maltempi realiza avaliação médica integrativa com foco em emagrecimento, resistência à insulina, alterações hormonais, saúde intestinal e metabolismo.